19 de abril de 2017

Sê Feliz - Estabelece uma Rotina

Neste regresso das férias da Páscoa, trago outro segredo para se Ser Feliz, o 20º: Estabelecer uma Rotina. O autor vai mais longe, define-a como sendo doméstica. Eu acho que podemos encontrar outro tipo de rotinas que, também, influenciam a nossa felicidade!

A teoria do autor é de que a desarrumação da nossa casa tem um grande impacto no nosso bem-estar e que arranjando uma rotina doméstica para colmatar essa nossa fraqueza - a de ir adiando as tarefas que nos custam tanto a fazer -  encontraremos um processo metódico, uma ordem pela qual as tarefas deverão ser feitas. Assim, a casa ficará arrumada e a nossa consciência em paz. Se esta for um das razões pela qual te sentes, por vezes, infeliz, aconselho o site da FlyLady. Para quem não conhece, este site é dedicado, unicamente, à organização e à limpeza da casa. Pessoalmente, acho-o um pouco exagerado e tem muita publicidade aos produtos comercializados mas, também, tem coisas muito boas! Aquilo que acho mais interessante, e proveitoso, é a lista com "a tarefa do dia" que recebo todos os domingos, dedicada à semana seguinte. Cada semana é focada numa ou mais divisões da casa e, tenho sentido que, fazendo essas pequenas tarefas que indicam, a casa mantém-se mais organizada. Hoje, por exemplo, a tarefa do dia era destralhar e limpar as mesas de cabeceira.

Mas, falando de rotinas no geral... As rotinas, sejam de que tipo for, ajudam-nos a ganhar tempo e a relaxar... Pessoalmente, gosto de ficar na cama até ao último minuto possível. Nas férias, acordo com as galinhas e aproveito todo o sol possível - vá-se lá perceber!

[@ Today Show]

Podemos ter uma rotina criada de forma a facilitar as saídas de manhã e permitir pôr o despertador a tocar mais tarde. Coisas simples como: 
  • Escolher a roupa do dia seguinte e deixá-la preparada e pronta a vestir
  • Preparar a mala (e ensinar os filhos a deixarem as mochilas prontas) para o dia seguinte
  • Lavar o cabelo na noite anterior
  • Preparar o almoço ou o lanche
  • Imprimir documentos necessários
  • Deixar tudo que é necessário levar, no mesmo sítio
... podem ajudar-nos a ganhar mais uns minutos pela manhã!

Há quem prefira, no entanto, acordar mais cedo e fazer tudo com calma. O Luís, por exemplo, não gosta de sentir a pressão de ter de se arranjar para sair, assim que acorda. Ele gosta de ver as notícias de manhã, ver as novidades nos canais de Youtube que segue e tomar o pequeno-almoço com calma. Há quem goste, também, de praticar desporto antes de ir trabalhar ou mesmo de meditar.

Mas, o mais importante - e a mensagem que quero deixar - é encontrarmos uma rotina à nossa medida, que satisfaça as nossas necessidades e que nos faça mais felizes.

E tu, tens alguma rotina que te ajude no dia-a-dia?

2 de abril de 2017

Leituras de Domingo #11

Vamos regressar às leituras de Domingo?

@ The Everygirl
Esta é uma rubrica onde partilho leituras da semana que achei interessantes, dos mais variados temas.

Espero que também gostes destas partilhas:

30 de março de 2017

Sê Feliz - Partilha com os Outros

Olá! Tudo bem convosco?

Hoje trago-vos o 14º Segredo para se ser Feliz, segundo David Niven. Este segredo fala-nos da importância da partilha.

@ Pinterest
Na minha relação com o Luís - e já lá vão quase 7 anos - partilhar foi uma das coisas mais importantes que aprendi. Sempre foi fácil partilhar coisas boas mas as más guardava-as para mim... não queria chatear os amigos com as dificuldades, era assim que eu me sentia!

Pode parecer inconsistente com o que faço aqui, na blogosfera, mas aqui é mais fácil partilhar o que sinto porque ler aquilo que escrevo será sempre opcional. Quando converso com um amigo - e acreditando que ele não vai fugir a meio da conversa - não quero forçar um ambiente chato ou desconfortável, prefiro ser sempre eu a ouvir. Só que isso traz as suas consequências, quando não se partilha, vai surgindo uma sensação de solidão, de isolamento e de incompreensão.
 
Com o Luís aprendi a partilhar as coisas más. Primeiro, um pouco mais forçada pois ele percebia, pela minha expressão, que eu não estava bem e não desistia enquanto não falasse. Depois, ao perceber que ele se preocupava realmente, que me ouvia e que tentava ajudar-me, fui-me apercebendo que isso apenas, o partilhar, ajudava-me muito. Sentia-me mais leve e sentia-me acompanhada.
 
Depois do diagnóstico da Esclerose Múltipla, falei com alguns amigos que também sofrem de doenças crónicas sobre como a aceitaram, li testemunhos de pessoas com a mesma doença e, ainda ontem, acabei de ler um livro do actor Michael J. Fox, Always Looking Up, onde fala do seu diagnóstico de Parkinson e de como arranjou forças para lutar contra a doença - acabou mesmo por criar uma Fundação incrível. Todos acabam por falar de um pilar incontornável, na força que a família e os amigos dão. E, aos poucos, também eu fui partilhando aquilo que se passava comigo, primeiro com os meus pais e irmão, depois com a mãe do Luís e os meus amigos mais próximos. O Luís esteve sempre comigo desde o primeiro dia.
 
E é esta mensagem que quero deixar convosco: se estiverem a passar um momento menos bom, partilhem. Talvez o amigo que vos vá ouvir, também já tenha passado por isso e compreenda o vosso problema até melhor do que poderão pensar. Talvez daí surjam partilhas importantes ou até soluções!
A amizade também é isso, estarmos lá para apoiar nos momentos maus. Se quem ouve, fica, aí sim, é um verdadeiro amigo.

22 de março de 2017

Sê Feliz - Alimenta Expetativas Realistas

Olá! Tudo bem?

Hoje trago o 12º Segredo de "Os 100 Segredos das Pessoas Felizes" de David Niven.

Já peguei neste livro várias vezes desde que mora cá em casa e consoante a fase em que me encontro na vida, uns segredos fazem mais sentido que outros. Depois do susto que apanhei no início do ano, vivo o meu dia-a-dia de uma forma diferente, vivo mais o momento, o presente.

Acabei por decidir partilhar aqui os segredos do livro que, para mim, fazem a diferença, aqueles que acho que são mesmo relevantes. Tenho partilhado o segredo, o significado geral dele e como eu o interpreto ou como o ponho em prática na minha vida.

[@ Everything Etsy]
Alimentar Expectativas Realistas... Se antes alimentava muitas expectativas, agora não as tenho sequer. Vou vivendo um dia de cada vez, com poucos objectivos e todos eles fáceis de cumprir (desde que a preguiça ou a fadiga associada à doença crónica não se instale).

Por exemplo, assim que conheci o meu diagnóstico, as implicações da doença e da fase inicial do "tratamento", a primeira coisa que fiz, na faculdade, foi pedir redução horária. Pode não parecer uma decisão complicada mas para quem já fez 7 cadeiras num semestre, estar agora a assumir, perante mim, que não iria ser capaz de fazer 5 sequer, foi muito difícil. Eu sou muito exigente comigo e agora teria de me libertar dessas minhas amarras. E, acima de tudo, tive de ser realista. Aceitar a doença, os primeiros meses de tratamento com efeitos secundários associados, tudo isso iria mexer muito comigo e, por muito que quisesse, por muito que me esforçasse, iria ser impossível ter força para tudo o que eu gostaria de fazer. O tempo teria de ser gerido de outra forma e primeiro, que tudo o resto, estava a minha saúde.

E tem sido assim... tento respeitar as minhas necessidades, a minha saúde e nunca exagerar em nada, nunca forçar a barra. Por enquanto tenho estado estável e feliz e, acima de tudo, muito grata por isso!
Se pudesse voltar atrás no tempo e falar com o meu eu, diria-lhe para não stressar tanto, para não perder tempo e energia com tanta coisa ao mesmo tempo, para não ser tão exigente e para dar mais valor às pequenas coisas do dia-a-dia. E, também, para não fazer planos a longo prazo, se calhar diria até para não fazer planos de todo... Provavelmente, o meu eu passado iria mandar-me bugiar.
Mas a vida é mesmo assim... uma aprendizagem constante que nos faz crescer!

15 de março de 2017

Chovem Oreo!!!

Não era certamente o melhor dia da semana. Saí mais cedo de uma aula para poder chegar a horas a mais uma consulta - este ano já devem somar mais do que todas as que tive na minha vida - e devia parecer a pessoa mais infeliz do Mundo.

Passo junto a uma estação de metro e descubro que estão a oferecer amostras de Oreo. Lembro-me de quando levava sempre um pacotinho na mochila, ainda no secundário, e a vida parecia bem mais fácil... Sorrio para o rapaz e peço, expressivamente com os braços abertos, um monte delas.

Ele sorri e, sem avisos, despeja o saco das amostras para dentro do carro! Choviam, literalmente, Oreo sobre mim e eu senti-me, de repente, uma miúda num desenho animado. Só ria.

@Medeia Filmes
Engraçado como pequenas coisas fazem tanta diferença num dia que parecia ser tão cinzento...

10 de março de 2017

Sê Feliz - Aceita-te Incondicionalmente

David Niven, psicólogo e investigador de ciências sociais, é o autor de "Os 100 Segredos das Pessoas Felizes", o livro que já mencionei no post anterior. Neste, o autor defende que a felicidade pode ser muito influenciada pela nossa atitude de vida e não depende do acaso. Está nas nossas mãos mudarmos, pouco a pouco, alguns dos nossos hábitos, para nos sentirmos melhor.

@ Linked In

Parecem haver dois tipos de pessoas, quanto à forma como encaram um insucesso:
  • As que aceitam os insucessos, tratando-os como incidentes isolados, e que não acreditam que as suas capacidades estejam em causa
  • E as que ampliam o fracasso, tomam-no como uma representação de si próprias e usam-no para prever o resultado de futuros acontecimentos na sua vida.
Eu pertenço claramente ao segundo grupo. Passados quase vinte anos a lidar/sofrer com ataques de ansiedade, revejo-me logo na descrição. Sinto-me ansiosa num local, por vezes chego a ter um ataque de pânico e torno essa experiência como certa. Sempre que regressar a esse local, irei sofrer tanto ou pior. E não faço esta associação apenas com situações ligadas a ansiedade, eu sou assim, espero sempre o pior! Provavelmente, prefiro esperar o pior e ter uma boa surpresa do que esperar o melhor e ter uma grande desilusão... Mas, de qualquer forma, sei que ao esperar o pior, limito-me muito.

Com a EM (esclerose múltipla) tem sido diferente: não fiquei chocada com o diagnóstico, além duma crise de choro nos primeiros 10 minutos, tenho esperança no tratamento que estou a fazer, acredito que não vou ter efeitos secundários tão graves como os que tenho lido e que, de alguma forma, a vida há-de continuar sempre em frente. Claro que, às vezes, tenho momentos em que fico insegura, especialmente depois de ler testemunhos mais negativos na internet e não me esqueço do que esta doença poderá trazer no futuro, existe a possibilidade de ter de recorrer a uma cadeira de rodas, estou ciente de que isto é só o início. Mas, mesmo assim, ao contrário do que seria de esperar, não estou focada em tudo o que poderá acontecer de mal! Agora só falta conseguir contagiar o resto do meu ser com esta energia positiva!

E tu, aceitas os teus insucessos e... bola para a frente?

6 de março de 2017

Sê Feliz - Desliga a Televisão

Há uns anos atrás tinha o hábito de ligar a televisão enquanto tomava o pequeno-almoço, via as notícias logo de manhã e sentia-me bem informada. Aos poucos comecei a sentir-me deprimida mas claro que não relacionei isso com a televisão.
Numa conversa no laboratório da faculdade, calhou o professor contar que tinha deixado de ver as notícias na televisão, preferia lê-las. Ver as notícias deixavam-no deprimido... E eu comecei por aí, deixei de ver as notícias e passei a lê-las nos jornais gratuitos que distribuem pela manhã. Depois terminou a telenovela que eu seguia (Babilónia) e não encontrei nenhuma que gostasse... Aos poucos deixei de ver televisão...

Tenho um livro cá em casa que se chama "Os 100 Segredos das Pessoas Felizes - o que os cientistas descobriram e o aconselham a fazer". O 7º segredo é Desligar a Televisão. Pedem ao leitor uma reflexão enquanto vê um programa na televisão, qualquer coisa como: Se este programa não existisse, pediria para que fosse criado?

@Watching the Wasteland
Não é que não veja nada na televisão mas agora prefiro gravar o que me interessa - filmes, séries e documentários. As vantagens são várias:
  1. Há vida além da televisão! Não há ir para a cama tarde porque o programa acaba às tantas ou ficar uma tarde de fim-de-semana em casa porque quero ver um filme que vai passar. A televisão não dita o meu dia-a-dia.
  2. Vejo apenas o que me apetece e quando quero. Às vezes, apetece-me ver uma série, mas não quero ver um só episódio e esperar pela semana seguinte para ver o próximo... Posso ver dois ou três de seguida. Outras vezes não estou com disposição para ver filmes, ficam para depois, vão estar disponíveis na mesma.
  3. Não perco tempo com os intervalos. Já repararam bem na duração dos intervalos, especialmente quando passa um filme?? Chegam a ser 15-20 minutos... Toca a passar à frente e poupa-se também na publicidade.
  4. E também não perco aquilo que quero ver. Seja porque preciso de interromper a visualização ou porque me esqueci de gravar (o meu pacote permite recuar 7 dias, além de que as séries são gravadas automaticamente pelo que nunca perco um episódio).
  5. Vejo menos televisão. Com tudo gravado, já não ligo a televisão só porque sim. Apesar de seguir algumas séries, a verdade é que nunca gastei tão pouco tempo com a televisão. O tal livro diz que ver televisão a mais pode triplicar o consumo de bens materiais e reduzir a satisfação pessoal em 5% por cada hora passada à frente do ecrã!

Ligo a televisão às sete da manhã. Vejo as notícias. As capas dos jornais. Desligo a televisão e oiço música todo o dia (...) A minha capacidade de suportar a realidade, aquela que me chega através das imagens de comentários seguidos de mais comentários, atingiu o limite.
O que é agora deixa de ser logo à tarde e amanhã já é outra coisa.
(...) vivemos num momento em que é quase impossível ter silêncio, ter espaço sequer para digerir aquilo que nos chega.

Luísa Castel-Branco em Nos Teus Olhos Vejo o Mundo
 
E tu, quantas horas de televisão vês por dia?

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